200-125, it exam questions and answers 300-075, 100-105, I passed my exam with these questions from this site here.Well worth to buy 300-101, 210-260, exam study guide 300-115, 200-310, 300-135, Absolutely This is 100% valid dump. 300-320, 210-060, cos i have got 98% marks in this exam 300-070, 200-105, it certification exam 210-065, 1Z0-144, exam certificate MB2-712, Do you maintain 100% Guarantee on itexammarks.com products 1V0-601, 640-916, 500-007, best exam dumps 200-601, 642-980, sure to pass exam 700-037, H12-224, 70-469, it exam online study PEGACSA71V1, 210-060, testing online HP0-M101, Do you provide free updates? Latest Exam Dumps CRISC, Download Free Certification PDF 300-206 Exam, 70-347 Dumps, Best Way Study Guide Latest Free Certification PDF 810-403, 98-366 PDF, HP0-S42 DOC, 70-496, Try To Download 70-462, ITILF, 365 days Free Update 98-361, A00-260 Exam Demo, CWSP-205, The Most Professional 1Z0-808, M70-201, It's 100% right 648-385, EX0-001 Exam Code, S90-03A, PEGACPBA71V1, Free Video Training Pass IT Certification Exams C9010-030, 642-999, API-571, Guaranteed The Pass Results 101-01, 500-051, 400-101, Exam Demo Professional 2V0-620, 200-125, Pass IT Certification Exams PEGACSA71V1, 300-208 Exam PDF, 1D0-541, HP0-S41, Your Reliable Exam Partner 200-310, 300-207, How To Pass The 642-996, 300-070, Your Reliable Exam Partner 070-347, 070-346 Training, 70-980, Provide Free Support 200-120, 70-346 Certification, 642-035, 70-410, material provider 70-461 Certificate, 1Z0-060, 100% real exam questions and answers CPCM, 4A0-104 Book, 2V0-621D, Make Your It Dream Come True 1Y0-253, 100% free Vce files 70-411, For Certification Students Or Professionals MB6-703, PMP IT Test, ADM-201, Real Certification 648-375, Make Your It Dream Come True 700-037, 070-466, Professional Print Production Exam C9530-404, 642-997, Covers All Key Points 300-075, 070-332 Questions, NS0-157, MB2-704, That Is Frequently Updated 2V0-621, 640-911, The Single-minded Answers 350-018, C2150-400 Cert Exam, 1Z0-333, Are Your Best Exam Choice 1Z0-062, The Knowledge And Skills 642-998, 70-533, Are Based On The Real Exam 1Z0-591, 220-901 Questions And Answers, ISSEP, 700-038, Offer One Year Free Update MB7-222, UM0-100, Quick Pass Learning Modes 74-409, 210-060 Exam Dumps, 1Z0-522, Study Material By Google C9550-275, IREB, Certification Exams 312-49V8, Test Forum 200-601 VCE Dumps, 646-364, GPHR, certification material provider 300-085, 100-105, certification practice 642-980 Test, EX200, Get Certifications successfully 070-462, 70-487, 700-501, Revised by experts 1Z0-807, Pass Exam By Easy Way 300-135 Cert, OG0-093, With Pass Exam Guarantee 70-464, Check Answer For Your Exam 300-101, N10-006, 70-483 Answer, 210-451, Develop Exam For Students MB2-712, Exam Download Online 646-206, 500-205 Testing, 300-080, 70-498, Only For Students Free Download E20-007, 070-463, Real Exam Questions And Answers 500-006, 070-480, Study Guide Book On All Certifications 1Z0-851, Best Exam Questions Vce 700-801, 70-417, 1Z0-520, New Exam Code Replace 70-466 Demo, CCBA, Free Download 1Z0-067, 300-115, 70-414, JN0-633, Remark Latest Exam Testing

JUNG E MORIN: FAREJANDO AFINIDADES.

Através dos poetas, os poemas chegam ao mundo, mas

o poetar e a poesia são anteriores a cada poeta.

(Guy van de Beuque)

 

 

Carl Gustav Jung fundou a psicologia analítica e, em grande parte, é devedor do universo mental do século XIX: preocupou-se com o indivíduo, com a alma do indivíduo. Edgar Morin é um dos mais importantes representantes do pensamento complexo e pretende ter o século XXI como interlocutor.

É possível estabelecer pontes entre esses dois autores, entre esses dois pensamentos?

Daisy Camargo no livro Jung e Morin: crítica do sujeito moderno e educação[1] buscou essas pontes e pôde fazê-lo porque aprendeu a farejar! Só usando o nariz conseguiria isso, e ela usou. Quero com isso dizer que só uma subjetividade não mais devedora da modernidade tout court poderia ter farejado as pontes entre esses dois pensamentos e esses dois grandes desconstrutores da modernidade.

E isso não há de causar espanto no leitor. Estamos dando adeus a uma certa concepção de trabalho acadêmico que só sabe valorizar o intelecto, o ego, o método causal: o universo mental. Estamos nos abrindo para uma forma de pesquisa acadêmica que valoriza a subjetividade (desconstruída) do pesquisador, seu nariz, sua intuição, sua emoção, sua capacidade de ver e de viver a rede da vida. Aprendemos isso com E. Morin e com C.G. Jung! Daisy Camargo só pôde fazer esse trabalho de pesquisa porque se abriu, escutou os apelos de seus mestres quando afirmam que é na subjetividade que tudo começa: as percepções aí se organizam, uma visão de mundo aí se desenha, uma forma de conhecer, uma forma de pensar, uma forma de sentir – ou de não sentir! –  o outro, todos os outros, a natureza, o mundo.

Foi, então, a subjetividade desconstruída da autora que pôde estabelecer as pontes entre os dois autores. E aí, pelo nariz, ela não se engana, não se perde. Farejando, a autora é certeira e lê o invisível, aquilo que não é dito, mas está suposto. Nesse lugar — refiro-me ao “lugar da desconstrução” — ela se aproxima dos mestres e tece possibilidades, afinidades, alarga o ínfimo, explode certezas, navega no incerto e se sente à vontade.

Os leitores — os que certamente também escutam apelos inauditos — poderão ao longo do livro apreciar as afinidades construídas pela autora entre Morin e Jung. Pretendo, aqui, chamar a atenção para algumas das afinidades tecidas por Daisy Camargo e que encerram potencialidades para o pensamento atual.

A autora discute, de forma bastante criativa, o pensamento complexo de Edgar Morin e o pensamento junguiano, remetendo-os ao pensamento originário dos filósofos pré-socráticos, particularmente no que tange à phýsis. No quarto capítulo, Camargo faz convergir as noções de emergência e evento (pensamento complexo) com a de sincronicidade (pensamento junguiano) e o sym-bebekós (o ocorrer junto do pensamento originário). Essas noções são a expressão mesma do rompimento do tempo linear (contínuo) e a emergência do tempo qualitativo.

Ausente da filosofia desde a época de Heráclito, esse pensamento que não separa o ser da dinâmica de sua realização, o pensamento originário, pensamento da phýsis, subsistiu na penumbra da especulação astrológica, na expressão do espírito chinês, no I Ging1. E também na penumbra do pensamento junguiano (JUNG; WILHELM, 2001, p.15), uma vez que são muitos os rastros, indícios, pistas, aí presentes. E re-vive no pensamento complexo de E. Morin.

No pensamento originário, a phýsis não é uma entidade superior ou uma essência que fornece uma identidade àquilo que aparece, e não se reduz à “natureza” no sentido da totalidade das coisas já dadas no mundo. “Ser é brotar: uma chama sempre vitalizada que possibilita a permanência no surgimento do que se constitui sendo” (BEUQUE, 2004, p.61). Esse brotar permanente não se reduz, todavia, ao lampejo momentâneo: é um brotar continuado, um manter-se no fulgor do princípio. E é porque a força imperativa do princípio se mantém que o ente — tudo que é — permanece na verdade do seu aparecer sem parecer uma mera aparência de si mesmo (BEUQUE, 2004, p.64). Esse pensamento não separa o ser da dinâmica de sua realização e, então, do fulgor do princípio; é nele que ganha sentido o tempo qualitativo, o próprio brotar continuado, fazendo com que tudo que é (mesmo os deuses e as doenças) permaneça na verdade de seu aparecer.

Só tendo em conta a noção de phýsis — a rede da vida, o inconsciente coletivo — podemos, de fato, valorizar a desconstrução do sujeito moderno e sua capacidade de morrer e renascer. É este chão comum, é este amparo ontológico — refiro-me à rede da vida — que nos permite páscoas, quero dizer, passagens, travessias, renascimentos. Sem esta dimensão ontológica não há travessias, mas quebra, loucura, patologia!

Tanto o pensamento de Jung quanto o de Morin ressignificam a dimensão ontológica que nos permite morrer e renascer, e então desconstruir-nos como sujeitos modernos.

Com a rede da vida redescoberta, estamos a um passo das noções qualitativas do tempo (Aión e Kairós) e das sincronicidades que, de novo, permitem-nos viver o re-encantamento da vida. “Como uma criança, o tempo cria gratuitamente seu acontecimento, improvisando a cada vez, o instante. O coincidente é o próprio Real se instituindo Tempo, […] e o Tempo instaurando o Real. E é essa vontade temporal arkhaica não controlável pela vontade do saber, anterior à cronologia da inferência lógica dos acontecimentos, essa vontade insubmissa a toda causalidade (a toda determinação de uma cadeia linear de causas e efeitos), que chamamos de acaso” (BEUQUE, 2004, p.102).

E ainda, o que se manifesta como sym-bebekós é “[…] justamente o próprio ‘princípio de sincronicidade’, o princípio de articulação (espaço-temporal) dos eventos: o princípio mesmo a partir de onde a causalidade encontra sua origem e justificativa (BEUQUE, 2004, p.102).

A sincronicidade, enquanto vivência significativa, comporta, para Jung, a emoção, a emoção numinosa: terror e êxtase como Rudolf Otto a definira. O momento é exceção. Nele, para Jung, algo novo se impõe por meio da sincronicidade, algo não previsto pela cadeia da causalidade que repõe o mundo no sempre igual, no conhecido, no previsível. Jung chama também os eventos sincronísticos de “atos de criação no tempo”, pois eles indicam que o indivíduo deve realizar algo constelado no inconsciente, seja uma nova ideia, seja um novo conhecimento. Nós diríamos que os eventos sincronísticos são atos de criação do tempo; e então, como súditos do tempo — aí sim! — temos algo a fazer.

A rede da vida é brotar continuado: ser e a dinâmica do ser não se separam; sujeito e objeto separados não têm sentido; a mente não se separa da intuição, da emoção; corpo e mente estão desde sempre casados; o homem, a natureza e a cultura vivem em interdependência; o tempo é mágico, produz novas possibilidades não-causais, pois é sincrônico; a vida é o sujeito e a espiritualidade lhe é intrínseca; há epifanias.

Não é, pois, casual que, ao experimentarmos a rede da vida, o acolhimento passa a ser função egóica e torna-se central: poemas passam a buscar poetas que os acolham (Fernando Pessoa), atores buscam autores (Luigi Pirandello), pensamentos buscam pensadores (W. R. Bion) e as imagens arquetípicas buscam consciências criativas (C. G. Jung).

Aí, então, a colheita torna-se expressão mesma da subjetividade e a escuta passa a valer a pena: escuta do inaudito, do desconexo, do balbucio de possibilidades outras de/do Ser.

Recomendo vivamente o livro de Daisy Camargo!

 

__________________

REFERÊNCIAS

BEUQUE, Guy van de. Experiência do nada como princípio do mundo. Rio de Janeiro: Mauad, 2004.

JUNG, Carl Gustav; WILHELM, Richard. O segredo da flor de ouro: um livro de vida chinês. Petrópolis: Vozes, 2001, p. 15

___________________

NOTAS

[1] S.P. FAPESP/Xamã, 2007.

Página 49 de 49« Primeira...102030...4546474849